quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mais um ano que vai, mais um ano que vem e tudo continua na mesma. Bem... Não completamente na mesma, mas fora o tremor de terra que trouxeste para o meu mundo contigo, na essência continua tudo o mesmo; eu continuo o mesmo. Embora agora, talvez com outra dimensão, porque, parecendo que não, 19 anos já é uma idade razoável e com essa idade vêm preocupações novas para mim, que eu não tinha antes, mas que agora tenho, fruto do meu crescimento precocemente constante.

Não quero crescer - facto. Mas também não quero permanecer uma eterna criança que nunca virá a ser homem; que nunca virá a ser homem para ti. Isto também é facto, tal como o facto de querer crescer e não conseguir. Não consigo. Ao pé de ti sou e sempre serei criança... Não sei porquê, não percebo, mas também esse é o menor dos meus problemas, uma vez que tu gostas de mim exactamente por causa dessa criança... Isso faz-me preocupar também que possas não gostar do que não mostro... E que algum dia não me consiga conter...

Tenho medo. Tenho medo do futuro, tenho medo do passado e tenho medo da situação em que estou agora. Tenho medo e nunca tive tanto medo na vida... Será que 2008 serviu só para isso? Para me dar medos...?

Vá-se lá perceber as teorias por detrás das conspirações das estrelas que decidem o caminho que devemos percorrer, porque se algumas vezes as podemos vergar à nossa vontade, são muitas mais as vezes em que elas nos vergam a nós, impondo sempre um obstáculo, criando sempre uma dificuldade extra... Testes e mais testes e mais testes sem fim que nunca vão acabar enquanto eu quiser ser feliz, porque é essa mesma procura pela felicidade que me sabota o futuro.

Até quando...?

Até quando vou ter de ganhar balanço para os saltar a roçar a parte de cima? E se um dia não tiver balanço suficiente? E se a barreira resolve crescer por súbita vontade e capricho? E se caio?

Ah... Mas isso não é um "se"... Um dia vou cair, e conhecendo-me como conheço vou roçar a lama, cavar um buraquinho aconchegante e andar por lá uns anitos, porque se neste momento já tenho pouca força de vontade, se me tirarem a razão de viver e me derem um peluche com a palavra "mágoa" escrita na testa, eu vou-me agarrar... E não solto tão cedo; se é que o vou chegar a soltar algum dia... Algum dia em que tenha coragem ou para enfrentar a vida ou enfiar um balázio entre os olhos.


Feliz 2009
...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008





Porque razão és tu assim...? Pergunto-me vezes e vezes sem conta, ainda que saiba a resposta. Corri o teu blogue vezes sem conta a ler textos passados à eras atrás, e chorei. Chorei de tristeza, de ciúmes, de frustração... Porque sei que não vou ser ninguém na tua vida, não comparado com aquele que tece. Ao ler os teus sentimentos tão sinceros, tão profundos... Ao ler as tuas palavras de afecto... Chorei... Chorei de inveja por não conseguir cativar-te tanto como esse sujeito, qual Edward que brilha ao Sol sob o olhar tímido de uma Bella... Nunca me senti assim... Chorei... Chorei e apertei o rato com tanta força que o ia quebrando ao meio. E engoli as lágrimas secas que me pareceram punhais a descer o esófago, procurando trespassar o meu coraçãozinho da forma mais dolorosa possível... E depois chorei mais uma vez... Chorei de dor.

Chorei... Chorei porque a dor de saber que nunca me poderás amar como eu te amo é insuportavelmente intolerável; chorei por saber que nunca poderei vir a ser o teu Edward, ainda que sejas tu a minha Bella...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Às vezes ponho-me a pensar e penso que imagino coisas que não deveria imaginar. Não senti o que sofreste e o conhecimento não me permite viver essas situações, e isso eu lamento... Sei, não sinto, que algures alguém foi importante para ti. Pergunto-me vezes sem conta quão importante ela foi. Terça-feira descobri, confirmei, a existência de outra Tu, e se gostei do que vi e do que me fizeste sentir, não gostei do que vi nem do que me fizeste sentir. Nem tudo é o que parece, e fiquei, agora mais que nunca, a perguntar-me as coisas que sofreste, quem te tornaste e quem eras e o porquê. Sim, o porquê. Não me perguntes o porquê do quê, mas pergunto-me o porquê de seres como te revelaste ser, não pela galhofa disparatada, mas pelo que transparecias quando olhavas para mim e quando estiveste comigo; sabendo eu que não era isso que querias transparecer... Porque sinto em ti esforço? Porque sinto em ti que renegas algo? Porque não consigo eu deixar de pensar que estás onde achas que deves estar e não onde queres estar?

Essa tua experiência que carregas em ti... Que carregas como se de um fardo se tratasse... Quero saber o quanto te deste, o que fizeste e quão baixo desceste para manter aquela obsessão. Não vou ter paz enquanto não souber... Mas também tenho medo de saber... Porquê...?