segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Better days

As coisas estão a melhorar. Estes últimos dias têm sido fantásticos. Nunca me senti tão feliz e estou tão em altas. Aqui é um pouco aborrecido, mas cada dia ver o seu sorriso faz com que cada dia se transforme numa espécie de êxtase da minha existência. Sinto-me feliz. Depois de estar na fossa com aqueles stresses todos, estou a ver a luz e sinto-me iluminado pela felicidade.

Pergunto-me quanto tempo durará desta vez...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A culpa é e irá ser sempre minha, não importa o que eu faça. Ela só está bem ao ver-me sofrer, matando-me aos poucos por dentro com a sua teimosia e orgulho idiota, disfarçando as facadas em abraços. E o mais estúpido é que são abraços que me fazem feliz. Fazem-me tão feliz que tenho que segurar as lágrimas de felicidade que ameaçam escorrer pelo rosto, mas no fim... são facadas como outras quaisquer.

Às vezes pergunto-me se vale a pena passar por tudo, passar por tanto pântano escuro numa noite inacabável para ver alguns minutos de Sol. Às vez pergunto-me... E depois, há de haver uma altura em que a corda não estica mais, e que isto tudo dê para o torto. Apesar de tudo, amo-a e não quero que isso aconteça. Mas também que raio é suposto eu fazer???

sábado, 12 de setembro de 2009

Poderá haver amor sem desejo? Ou quando o desejo é apenas unilateral? Pode. Mas pode haver uma relação duradoura? Não sei. Eu desejo, mas também gosto de me sentir desejado. Sentir o amor que uma pessoa tem por nós pode ser suficiente até dada altura, mas se não nos começarmos a sentir desejados após tanto tampo de empenho e esforço, de repente começamos a não ver o nosso empenho e o nosso esforço ser recompensado. Gostaria de pensar que algures alguém me deseja. Que deseja estar comigo. Que deseja correr para os meus braços. Que deseja encher-me de beijos e me empurrar para a cama para finalmente me devorar insaciavelmente e saciar uma fome que vem acumulando desde o nosso ultimo encontro.

Para mim, amor e desejo são duas faces da mesma moeda, e quando uma falta, tudo parece incompleto...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Recebi os resultados. Vou de Erasmus! Vou passar 4 meses na Roménia! Longe de casa, fora do país, e partilhar uma vida efémera contigo. Tudo vai ser diferente quando voltarmos. Tudo vai ser diferente quando abalarmos!

A minha... não, a NOSSA maior aventura começa hoje, e a partir daqui é downhill até à felicidade :)

Amo-te <3

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estes 15 dias em Sines provaram-me que posso ser tudo o que não sou, e sê-lo ao mesmo tempo. Acampar, ir a concertos, estar longe de casa - do computador - , conviver com completos estranhos e estrangeiros e bater o pé em concertos e raves. Nada do que sou, e no entanto foi tudo tão natural. Foi como se se libertasse algo cá dentro; algo adormecido por muita monotonia e falta de vida. 8 meses atrás pensei estar finalmente ter acordado do meu sono e estar a viver, mas enganei-me. É uma coisa gradual, mas ao mesmo tempo exponencial, que vai acontecendo com o tempo. 3 degraus de libertação já foram percorridos, dois deles com pouca distancia um do outro. Mal posso esperar para ver o que virá a seguir!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Talvez eu não tenha sido talhado para a sociedade. Talvez me esteja a enganar quando tento entrar numa conversa decente. Talvez eu me esteja a esforçar demasiado para ser uma coisa que não sou.

Desde pequeno que me vejo rodeado de pessoas, mas na verdade sou eu que me rodeio delas. Fui inspirado por algumas pessoas a ser mais ambicioso na minha posição dentro da sociedade, e cresci. Posso ter crescido pouco, mas subitamente vi pessoas a rodearem-me em vez de eu as rodear a elas. Só que tudo vai desmoronando. O meu pequeno castelo que construía em bases flutuantes está a desmoronar-se. As pessoas não se rodeiam mais de mim, e novamente sou eu que me rodeio delas. Sou deixado para trás quando não quero deixar ninguém para trás, e os papéis estão a pouco e pouco a reverter para o que eram.

As palavras de uma pessoa ontem não pára de ecoar em mim... Talvez eu me esteja mesmo a enganar a pensar que posso contrariar a minha natureza. Serei sempre aquele rapaz ao canto da sala que observa um grupo à conversa. Estarei sempre à margem, observando a sociedade desenrolar.

Então será que serei digno de ter alguém do meu lado? Não quero estragar mais vida nenhuma que não a minha... Estou triste. Conheci o lado feliz da vida porque mo mostraram, mas de certa forma é cruel que tenha que retomar a mesma vida, tendo agora consciência do que estou a perder.

No fim é tudo apenas mais uma forma de me torturar...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um canto escuro nunca é escuro o suficiente. Os medos sobrepõem-se sempre à coragem de quem os tenta enfrentar, porque superar-nos a nós próprios é sempre uma tarefa quase impossível. No entanto, os cantos escuros apinham-se de gente que foge dos seus medos, sucumbindo à loucura da busca pelo poder, pelo tempo de antena, pela importância que tem para o "outro". Cada um de nós quer deixar um rasto depois da morte, deixar uma marca na história e ser lembrado no futuro.

Isso também é medo: medo de ser esquecido, medo da tomada de consciência da nossa pequenez face ao grande plano das coisas.

Medo. Todos temos medo de tudo o que nos rodeia. Temos medo de conversar com aquela rapariga bonita, medo de enfrentar o patrão ou o professor, medo de não sobreviver para deixar a marca, medo de ser reduzido a pó pelo Destino.

Sim, todos temos medo, e não há como lutar contra isso.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Menos uma estrela que brilha no céu, e mais um falhanço que se acumula à experiência de vida. Uma coisa simples, uma coisa inofensiva... Um falhanço descomunal. Aparentemente quem é optimista e tenta sempre ajudar acaba sempre lixado e comido, e não há nada que o valha, senão a solidão interior.

Menos uma estrela, menos um apoio, menos uma motivação... Onde vai ele a seguir? Ninguém sabe. É desta que vai para a cova? Não, porque o céu estrelado ainda vive, embora ele próprio viva cada vez menos...

sábado, 23 de maio de 2009

Sete meses já la vão, mas há coisas que não mudaram. A questão é que se não mudarem, sete meses não voltaram a chegar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Só sentimos alguma coisa quando se abate uma tragédia sobre nós? Só nos sentimos tristes quando soubemos que fomos um dia felizes mas que perdemos essa mesma felicidade?

O facto de não sentir nada neste momento é sinal de felicidade?

A felicidade é aborrecida.

terça-feira, 14 de abril de 2009

E assim o messias se ergue das cinzas com forças não-renovadas para voltar a carregar em si o peso do mundo. Do seu mundo, do mundo dela, e de todo o mundo em redor dos seus mundos. Ela é uma fragil flor que carrega em si o fardo do passado, mas o messias raquitico carrega em si o peso do futuro e do presente, e não é muito mais forte que um arbusto. Tudo para proteger a flor.

Que desfecho terá a história? Por quanto tempo a flor estará protegida? Quando é que inevitavelmente os Tempos se abaterão sobre ambos fazendo tombar os mundos?

...

Seria tão bom se fosse apenas uma história...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Life is emptyness, emptyness is void, void is nothingness... And so my life purpose is be nothing; be dead.

domingo, 22 de março de 2009

Bonds can be broken



É apenas um video que eu já tinha feito algum tempo, mas que só agora (que finalmente tenho net ADSL *doesalittledance*) pude fazer upload no YouTube.

Tem cenas de Hellsing, Naruto e Samurai Champloo, e a música é o tema principal do The Witcher, que é uma música simplesmente soberba.

Hope you like it.

terça-feira, 17 de março de 2009

renato=morbido

De brincadeira de Escrita Criativa a blog criativo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sob o luar violeta #1

Levanto-lhe o véu lentamente, vagarosamente. Ela fita-me com uns olhos violetas deliciosos e redondos; duas autênticas luas cheias contagiadas com um veneno colorante, mas este cativo do véu negro. Anseio por ver aqueles olhos, aquele nariz elegante e o cabelo prateado, longo e ondulado, que lhe sobe dos ombros, mas fico especado a olhar para a sua beleza que vejo nas minhas memórias e engulo em seco. Sei o que me espera, mas é irresistível... No entanto, no fundo, sei que é uma tentativa de sabotar a minha própria felicidade e paro enquanto me debato com a incerteza e com o dilema por ela provocado.

Recordo-me dos saudosos dias em que andávamos de mão dada, nos aventurávamos na mata, em que olhávamos a maquete de uma escola vista de cima, esperávamos o pôr-do-Sol de cima de um monte... Recordo-me do tempo em que éramos inseparáveis, e o meu nome indissociável do dela. Fui inundado por uma súbita nostalgia e forcei-me a puxar o véu, debilmente e a tremer. Um sorriso nasceu na sua face e a sua voz doce e melodiosa voz entrou nos meus ouvidos alegremente como música e ecou pelo meu Ser, vibrando-o e seduzindo-o novamente, uma e outra vez, sempre que uma palavra num idioma desconhecido senão a mim escorregava levemente pelo seu sorriso.

Livre do véu negro, a pele clara cintilou sobre a luz lunar, e a sua cabeça adulta de feições infantemente encantadoras brilhou na sala escura como se possuísse, de facto, luz própria. Linda. Absolutamente linda e tão radiante que por momentos a sua beleza ofuscou a própria Lua, que perdeu momentaneamente o seu brilho, transformando a Lua Cheia em Lua Nova num ápice. Os meus olhos não se fecharam nem por um momento, pois de tanto tempo passado com ela, havia-me tornado imune ao seu brilho. Ironicamente, não havia ganho resistências algumas contra o seu sorriso ou contra o seu corpo; o vermelho nas minhas faces denunciou-me e ela riu-se de forma tímida, mas melodiosamente sedutora.

Uma outra mulher rompeu-me o pensamento como um trovão. Apenas breves instantes, mas foi o suficiente para despertar do estado de embriaguez em que me encontrava e para as suas feições de criança angelical contorcerem-se numa expressão amarga. Chegou-se para trás, afastando-se de mim e, retomando a posição inicial, sentou-se novamente. Fitou-me com desagrado e voltou a colocar o véu, de olhos tristes e desapontados.

Eu pisquei os olhos duas vezes sem saber o que fazer. Levantar-me e sair, ou retirar o véu novamente.

Que farei?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Breaking dawn

"Sempre é muito tempo." Abriu-se um vazio silencioso em mim quando pronunciei as palavras. Um vazio que me tomou e que não me tomava à tanto tempo. Tive saudades tuas, mas vê se controlas a raiva, a angústia e a tristeza; não estás sozinho, já. E enrosquei-me nela.

Viu-me pela primeira vez e ela realmente não percebe, não compreende, não sabe como agir, não sabe que me refreio, não sabe que tranquei as palavras não para ser mal educado mas por não conseguir... Por não conseguir fazer-lhe mal, por não querer que as palavras saiam para lhe fazerem mal.

Às vezes perco o controlo.

O controlo de quem sou, quem fui. O controlo daquela outra pessoa que se enterrou com a chegada dela ao seu mundo e ela que não se atreva a desenterrá-la; nada de bom resultará daí, garanto-lhe. Ela que a deixe estar fechada na mansão abandonada do meu ser, ela que deixe o puto chato que a faz rir assumir o controlo. Será muito melhor assim, muito mais fácil, tanto para ela, como para mim. Estamos tão bem como estamos, será que é realmente necessário ela saber quem sou? Mas esse puto também sou eu, será que ela não entende?

Três meses são três meses, mas também são só três meses...

Ela não percebe, não compreende que não se pode simplesmente voar alto; que ao tirarmos os pés do chão estamos a assumir isto como se fosse uma brincadeira; e isto para mim não é uma brincadeira, por isso é que tenho os meus pés no chão e a deixo voar, para que caso ela caia a possa apanhar. Mas ela não percebe, não compreende, que se voarmos os dois, caímos os dois e não há quem nos apanhe, e eu gosto sempre de ter uma rede de segurança para me separar do longínquo chão lá em baixo, do negrume lá em baixo, da falta de luz sombria lá em baixo, do vazio negro lá em baixo, daqueles olhos traquinas lá em baixo... Tenho medo de ir lá para baixo.

Sei lá o que vai acontecer daqui a outros três meses? Nove meses? Um ano? No máximo ficamos ano e meio juntos, e ela diz para sempre... Sou eu que não vejo ou é ela que não vê?

Parabéns pelo nosso aniversário que mais uma vez não vamos comemorar. Para sempre... Lamento que tenhas visto aquela cena...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ontem entrei apressado pelas portas de madeira à entrada da escola e vi um fantasma. Um fantasma, mas não daqueles que arrastam correntes ou que tiram a eternidade para nos chatearem a cabeça, mas um fantasma bem real; um fantasma de um tempo distante e parcialmente esquecido... Não; bloqueado por mim. Aquelas costas, aquele blusão, aquela calças, aquele penteado e cor do cabelo... Que raio faria ele ali?

Não faria nada porque apesar de extremamente parecido não era ele.

Mas ironicamente isso desencadeou em mim uma aura nostálgica sabendo que ele fez o que fez... Apesar da ilusão evidente, ainda sinto uma certa falta da companhia além-amizade que proporcionava... E pensar que isso tudo quebrou em mil fragmentos quando me apercebi do que realmente se passava; quando finalmente abri os olhos apesar de mos tentarem abrir milhentas vezes...

Mas estupidamente ainda sinto falta das piadolas, das graçolas, dos toques com o dedo indicador que ele me dava no ombro para me chamar a atenção, das vezes em que ele dizia que o maior desgosto dele era eu não perceber patavina de carros... Sinto saudades do spot, das mesas da biblioteca da escola, dos filmes, das sextas-feiras a ler o Inimigo Público e a beber Pepsi tirada da máquina (o momento Pepsi, chamávamos-lhe nós)... Sinto saudades do puto de 10 anos com corpo de 16 em que me tornara, subitamente vendo ali uma oportunidade para viver a infância que nunca teve. Talvez seja por isso que quando estou com ela esse puto tenta desesperadamente saltar cá para fora, em busca de umas férias da prisão onde se encontrava.

Mas sinto-me tão idiota por pensar que viver numa ilusão às vezes seria melhor...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Chegas, sentas-te, sorris, puxas de uma revista e distrais-te.
Chego, sento-me, sorrio, puxo do caderno e as lágrimas escorrem-me por dentro.




Tenho tanto medo...