quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estes 15 dias em Sines provaram-me que posso ser tudo o que não sou, e sê-lo ao mesmo tempo. Acampar, ir a concertos, estar longe de casa - do computador - , conviver com completos estranhos e estrangeiros e bater o pé em concertos e raves. Nada do que sou, e no entanto foi tudo tão natural. Foi como se se libertasse algo cá dentro; algo adormecido por muita monotonia e falta de vida. 8 meses atrás pensei estar finalmente ter acordado do meu sono e estar a viver, mas enganei-me. É uma coisa gradual, mas ao mesmo tempo exponencial, que vai acontecendo com o tempo. 3 degraus de libertação já foram percorridos, dois deles com pouca distancia um do outro. Mal posso esperar para ver o que virá a seguir!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Talvez eu não tenha sido talhado para a sociedade. Talvez me esteja a enganar quando tento entrar numa conversa decente. Talvez eu me esteja a esforçar demasiado para ser uma coisa que não sou.

Desde pequeno que me vejo rodeado de pessoas, mas na verdade sou eu que me rodeio delas. Fui inspirado por algumas pessoas a ser mais ambicioso na minha posição dentro da sociedade, e cresci. Posso ter crescido pouco, mas subitamente vi pessoas a rodearem-me em vez de eu as rodear a elas. Só que tudo vai desmoronando. O meu pequeno castelo que construía em bases flutuantes está a desmoronar-se. As pessoas não se rodeiam mais de mim, e novamente sou eu que me rodeio delas. Sou deixado para trás quando não quero deixar ninguém para trás, e os papéis estão a pouco e pouco a reverter para o que eram.

As palavras de uma pessoa ontem não pára de ecoar em mim... Talvez eu me esteja mesmo a enganar a pensar que posso contrariar a minha natureza. Serei sempre aquele rapaz ao canto da sala que observa um grupo à conversa. Estarei sempre à margem, observando a sociedade desenrolar.

Então será que serei digno de ter alguém do meu lado? Não quero estragar mais vida nenhuma que não a minha... Estou triste. Conheci o lado feliz da vida porque mo mostraram, mas de certa forma é cruel que tenha que retomar a mesma vida, tendo agora consciência do que estou a perder.

No fim é tudo apenas mais uma forma de me torturar...