quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A mente trai-me. O coração acelera. Respiro ofegante com medo de esgotar o ar, e mesmo assim o fôlego foge-me. Será que já dormiste com ele? Em que posições? Será que se precaveram? Será que te magoou? Será que te ama melhor que eu, ou que tamanho é tudo o que tem para oferecer? Respiro ofegante e a minha cabeça tomba para fitar o chão. Não estás no msn, estás com ele de certo. Onde? Na casa dele ou na tua? A minha cabeça anda às voltas. Porque penso nisto? Já não me interessas, não te quero, já não me serves. Estragaste tudo. Porque me martirizo eu? A inveja consome-me. A inveja de nunca te teres sentido atraída por mim, de me teres usado para banir a solidão, e depois abandonares-me a mim a correr atrás do outro que capturou o teu fascínio.

Estou farto de me sentir assim; estou farto... Será que vou ter que viver para sempre com este peso? Nem a entrega do álbum parece ter aliviado. Tento fechar o capítulo, mas não consigo. A inveja, o ódio... Sinto-me a ser consumido nas chamas do Inferno por um pecado que não cometi... Porque me fazes isto, Sara? Porquê? Pensei que éramos felizes... Pensei que nos completávamos um ao outro... Agora sinto-me uma concha vazia a vaguear o mundo sem propósito apenas para invejar quem está contigo. Que destino este... Eu não mereço isto; não depois de tudo o que eu passei e passámos...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Faz hoje onze dias que deixaste o meu mundo e assumiste a cara de um Anjo da Morte. Onze dias.

Ontem, dia de Natal, dei-te a prenda. Roubei-te um beijo muito à socapa e entreguei-te o álbum. Choraste. Não entendi. Não sentias mais nada por mim, certo? Então porque é que mal viste o álbum choraste e te apoiaste a mim à espera que eu te confortasse? Confortei-te, e antes de partir pedi-te um beijo ao qual tu acedeste. Essa vai ser a minha recordação mais preciosa: a última vez que senti o toque suave dos teus lábios. Depois separei o nosso olhar, e fugi para o carro sem olhar para trás.

Nesse dia mais mensagens de incerteza chegaram até mim entre vários pedidos de desculpa que eu não percebi: "Só faço merda..." "Passámos momentos tão especiais e eu deitei tudo a perder... :'X"...

Eu noto que estás arrependida, mas noto também que não cedes. Espero que mais tarde não te venhas a arrepender. Eu... Eu agora tenho mais é que continuar a reconstruir o meu mundo - deixado em ruínas há dois anos atrás, quando entraste e incendiaste tudo com luz...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E pronto. Parece que consegui meter o meu amor próprio de lado e manter-te a ti como uma prioridade: agora somos amigos. Sem qualquer esperança de algum dia ser mais que isso. Fantástico. O meu mundo só ruiu, eu só fiquei vazio, só ando as tropeções no mundo sem a minha luzinha e só me atormento com pesadelos e pensamentos menos próprios. Mas tudo bem. Somos amigos. Ainda te amo mais que tudo, e dói-me só de ver a tua janela do msn piscar. Mas tudo bem, somos amigos, e eu estou aqui para te aconselhar e ouvir sobre a nova relação. Estou morto, mas tudo bem, porque podemos continuar a trocar piadas idiotas e fazer-mo-nos rir um ao outro.

Sinto-me um hipócrita, sinto-me patético, sinto-me dormente, vazio. Não sinto nada. Sinto-me confuso. Não sei se te quero de volta ou não, e se há ainda sequer essa hipótese - que eu não acho que haja. As tuas palavras mostram bem que me estás lentamente a apagar do teu coração... Já não sentes nada por mim. Numa semana tudo mudou, numa semana tudo muda, e já não me amas e gostas antes de outro com quem te vês no futuro. Fantástico, porque até nem me tinhas prometido esse futuro. Nem tínhamos combinado o nome da nossa filha. Nem tínhamos falado da nossa vida de casal, NEM TÍNHAMOS JÁ COMPROVADO QUE FUNCIONAVA! Odeio-te. Amo-te, mas odeio-te. Jogaste tudo isso fora por alguém que não é certo para ti. Arruinaste tanto a tua vida como a minha e despedaçaste-me o coração com uma frieza... Mandaste ao ar todas as promessas... E porquê? Porque durante mês e meio te sentiste sozinha e do nada apareceu alguém que gostava de ti. Porque não vieste falar comigo? Porque é que eu aguentei ano e meio essa solidão e tu não aguentaste dois meses? Porquê?? Eu merecia melhor, Sara. Merecia tão melhor. Nunca te perdoarei. Nunca te vou perdoar, ouviste? Nunca. Mandaste a nossa felicidade pela janela. Transformaste-me. Nunca mais vou ser o mesmo. Nunca mais vou conseguir rir despreocupadamente como fazia, percebes? Corrompeste-me. Corrompeste-me até ao osso. Deste-me asas e tiraste-me o chão... e as asas...

Não sou a mesma pessoa. Abanaste o meu mundo de uma forma... Nem sei... Sei que me fazes falta. Quero aquele futuro que me prometeste, e que sei que também querias e queres. Não digas que não!

Mas és teimosa mesmo em relação ao que sentes, e contra isso receio que não possa fazer nada. Adeus, Sara. Adeus felicidade. Abraço agora o sofrimento e a solidão que me são oferecidos...

Só gostava ao menos de ter algo onde me agarrar neste quarto escuro... A luzinha apagou-se sem que eu estivesse à espera...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Raios parta o Passado. As fotos, os textos do teu antigo blog zerosum... Tudo. Raios parta isto tudo que me faz querer-te mais quando te quero esquecer...

Hoje dissemos tudo, ou quase tudo. Hoje percebi que também tenho culpa no cartório, que não te amei o suficiente como talvez merecesses... Mas tu também cometeste um erro. Um erro tão grave e para o qual tantas vezes te avisei: aguentaste tudo sozinha e não vieste falar comigo. Quantas vezes não disse eu que uma relação se baseava na abertura, que podias vir sempre falar comigo sobre tudo... Não me deste ouvidos. Carregaste o fardo sozinha à espera que eu notasse, mas eu não notei, e o Nós desfez-se em Tu e Eu.

Sara, se eu tenho culpa porque não consegui ver os teus sinais, também tu tens culpa por não teres vindo falar comigo quando a tristeza te assolava. "Há coisas que custam dizer..." Pois há Sara, mas não dize-las às vezes custa mais. E olha, tanto que custou...

Estou agora a percorrer fotos antigas para a prenda que te vou dar neste Natal - a prenda que já te tinha pensado dar - , e a tristeza de que não estás mais ao meu lado abate-se em cima de mim como uma bigorna de uma tonelada por cada foto. A nuvenzinha a quem até já dei nome - Luna, como seria o nome da nossa filha - parece que cresce com cada dia, mas hoje parece maior... Simpática, ela. Conta-me de ilusões e pesadelos e de depressões e de saudades...

Mas gostava mais que fosse a nossa filha e não uma nuvem preta. E agora que penso nisso, sempre tive curiosidade de como seria uma filha nossa. Provavelmente perfeita. A bonita cara do pai, a boa forma da mãe... Os cabelos da mãe... Os olhos da mãe... Provavelmente iria ser toda Sara; perfeita.

És linda. És especial. A pessoa em quem eu mais me revi e provavelmente irei rever. Não te estimei o suficiente. Estúpido.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Estou farto de acordar todos os dias com uma faca no coração e de adormecer com um aperto no peito. Estou farto de te ver em todo o lado e saber que nunca mais te verei... Num tabuleiro de xadrez, num casal de rolas que se limpava mutuamente, no mood ring que comprei no dia em que fizemos 2 anos, numas coleiras que vi... Vejo-te em todo o lado, e tenho medo de voltar para Lisboa, para aquela casa fria e inóspita, para aquela cama cujos lençóis ainda têm cabelos teus... Tenho tanto medo.

Mas ainda faltam coisas a fazer e sei que mais tarde ou mais cedo irei ter que te ver. Ou na troca das prendas, ou no concerto dos Pink Floyd, ou para te passar as fotos que entre lágrimas me pediste, ou para te devolver os livros... Apesar de não querer, irei ter que te ver novamente...

Fico contente que, pelo menos, não tenha que dizer adeus àquela simpática família em Rio-de-Moinhos que tão bem sempre me acolheu e tratou, que mesmo quando não queria me pôs um sorriso na cara de todo o tempo que lá estive... De tudo, é disso que sinto mais alívio...

No entanto continuo sem perceber porque jogaste fora a minha felicidade, uma felicidade que também podia ter sido tua...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Hoje o dia começou com lembranças antigas. Limpei as lágrimas e levantei-me.

Um dia e a tua ausência já é insuportável... Como é que é suposto eu aguentar uma vida inteira?

Tanta falta me fazem as aulas de escrita criativa...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Acabou.

2 anos, 2 meses e 24 dias.

"Gosto de outra pessoa e ela gosta de mim. Queremos ficar juntos."

E o meu mundo desabou...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Queres falar comigo... Urgente, dizes. Amanhã vou-me então encontrar contigo, mas numa conversa de msn hoje, já te denunciaste, praticamente. Não foi um bom presságio, mas amanhã terei certezas.

Estou nervoso. O meu coração bate acelerado. Um monte de borboletas esvoaça no meu estômago a querer sair com os restos do jantar. Estou a tremer. Não sei se de frio se de nervosismo ou medo. Provavelmente a segunda, que o aquecedor está ligado no máximo.

Há três dias atrás disseste que me amavas na forma de um "<3"... Então porque é que tenho a sensação que Maio se está a repetir novamente...?